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Prevenindo riscos e perdas para o segundo semestre

24 de abril de 2021

Essa nossa breve dissertação noticiosa partiria de um ponto completamente falacioso caso audácia deste que vos escreve em intitula-la: anulando riscos e perdas para o segundo semestre. “Sonho meu!” Se há algo impossível de projetar no mercado, hoje, é risco zero. Isso em qualquer segmento! Os fatores são vários, externos, políticos, pandêmicos e, para quem empreende, a consequência é a mesma: risco!

Mas o lojista sabe que essa realidade, respeitadas as devidas proporções, sempre existiu. Os movimentos do mercado são cíclicos, seus agentes possuem vida própria e nem sempre os caminhos da economia seguem na direção predestinada. Tendo ciência disto, e observando o cenário atual, os protagonistas do varejo já devem, sim, traçar e definir as estratégias capazes de PREVENIR riscos e perdas para o segundo semestre, buscando chegar em 2022 apontando para um panorama positivo.

A seguir, vamos elencar fundamentos importantes para manter o seu empreendimento sólido na segunda metade deste ano.

Rigor no controle, avaliação e organização dos processos

Uma má estrutura organizacional para a loja, se já é fatal em “condições ideais de temperatura e pressão”, sob a sombra da pandemia se torna um canal instantâneo para tudo o que queremos evitar por aqui.

É preciso muita austeridade para administrar todas as fases processuais do empreendimento, sobretudo no momento em que cada centavo em matérias-primas, insumos, produtos, ou na eficiência dos serviços desenvolvidos, vale o dobro devido às circunstâncias.

Somente a rigidez nesse controle e a máxima acuidade nas avaliações, mantendo-as regularmente atualizadas, são capazes de garantir que o próximo e igualmente indispensável item seja possível.

Eficiência Operacional

Com um planejamento adequado, avaliado e reavaliado, e uma visão transparente da fluidez dos processos, é hora de garantir que as operações – partindo daquelas que dependem de terceiros às de responsabilidade da equipe de colaboradores – aconteçam da maneira mais acertada possível.

Não há espaços para lacunas. Para evitar prejuízos, é preciso que o processo planejado seja executado de forma protocolar, nada menos.

É preciso, sim, entender as demandas desse novo momento, as restrições ocasionalmente impostas, mas isso tudo já deve estar de antemão implícito para quem possui o controle operacional. Este, por sua vez, precisa ter seu crivo afinado para identificar possíveis pontos fora da curva e se estes são “consequências naturais destes tempos”, ou se há questões relativas ao grupo, às pessoas envolvidas nas operações, a serem sanadas.

O que nos leva ao próximo fundamento.

Um trabalho dedicado em gestão de pessoas

Pessoas. Para além de empresas, marcas, instituições comerciais, são elas as principais afetadas por todas as agruras cotidianas decorrentes da pandemia.

As pessoas do seu convívio profissional – seus parceiros e colaboradores – precisam, sim, de todo o apoio, estrutura e motivação possíveis para continuarem trabalhando em alto nível, encarando de forma coletiva a necessidade de ajudarem a loja a seguir firme.

Sobretudo neste momento, nenhum funcionário quer ver o local no qual trabalha contabilizando prejuízos. Cabe a quem gerencia a empresa entender que, além de produtos e serviços, uma gestão de pessoas eficaz é fator determinante para a manutenção do status de um empreendimento, mesmo em meio aos desafios do agora.

Análise constante dos cenários e do público consumidor

Se o digital invadiu o varejo de braçada, cabe ao varejista dar o troco e fazer da recíproca verdadeira.

As plataformas virtuais estão disponíveis para que quase tudo possa ser acompanhado em tempo real. Então, não são cabíveis as desculpas de equívoco estratégico por falta de informações das tendências de mercado ou sobre o público consumidor.

Mas, para essa salvaguarda, o lojista precisa estar “sempre on”, de preferência se especializar nas ferramentas que o universo do digital lhe concede para não dar passos em falso, tiros no escuro, ou simplesmente errar o target, jogando todo o trabalho supracitado de controle, planejamento, operação e produtividade por água abaixo.

Por isso, o próximo fundamento pede licença.

Máxima cautela em decidir por novos investimentos

Tá na bíblia, no que pais e mães falam pras crianças desde cedo, no que todos ouvimos durante a vida, mas tantas vezes fazemos pouco caso: tudo tem seu tempo! Não adianta arriscar o “tudo ou nada” em cenários adversos, não adianta mexer em tudo que é seguro AGORA, por que todo o resto é incerteza.

Digo: arriscar segue sendo o normal, porque é sobre varejo que falamos aqui, e no varejo é preciso investir, é preciso inovar, a disrupção é regra, mas até para arriscar é necessário ter ciência do “em que, quando, como, por quê” e quais serão os reflexos se algo não sair como o esperado.

Por ironia, “cautela” segundo o Aurélio significa, justamente, precaução para evitar dano, transtorno, prejuízo. Então vale reforçar seu caráter decisivo para a estabilidade do seu empreendimento no próximo e último semestre.

Mas, como antecipamos acima, se o destemor vencer a cautela e a aposta der errado, calma: todo empresário já passou por isso. O próximo fundamento surge, então, conclusivo como todo recomeço.

Coragem para corrigir, rapidamente, o que não apontar resultados positivos

Ganha pontos quem erra, mas por ter arriscado buscando acertar. Porém ganha ainda mais quem erra por ter arriscado buscando acertar, mas se convence do erro assim quando este se manifesta e encontra meios de repará-lo com celeridade e eficiência.

Como comentávamos no início desta matéria: é impossível anular os riscos e as perdas no varejo, mas é completamente viável enxergar, com base em todos estes fundamentos, se a atuação de sua empresa aponta para um cenário positivo.

Se as estimativas não forem boas é preciso agir, igualmente usando todas as ferramentas que elencamos, para entender o que não está certo e o que deve ser feito para colocar o trem nos trilhos.

Já estamos nas portas do segundo semestre e ele será decisivo para sabermos como o varejo vai fechar este desafiador ano de 2021. Estão preparados?

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