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O varejo no segundo semestre e o pós-pandemia – PT.1

28 de junho de 2021

Os números…

Geralmente, não mentem! Após longos meses, mais um de ano, de retração, no primeiro trimestre de 2021 a economia brasileira avançou 1,2%, segundo o Banco Central. Já entre março e abril, de acordo com o IBGE, as vendas no varejo subiram 1,8%. A alta registrada foi a maior desde os anos 2000 e coloca o segmento 0,9% acima da movimentação comercial do exato momento pré-pandêmico.

O que esses indicadores apontam é que os varejistas começaram a subir a escada que leva a uma retomada do setor; a módicos passos, já que ainda há muito a ser feito no combate à pandemia no país que registrou, há pouco, a triste marca de 500 mil mortos em decorrência da Covid-19.

Este período do agora, à luz da arte de Ná Ozzeti e Zé Miguel Wisnik, poderia ser chamado de “Momento Zero” para os lojistas. Como na música homônima, “num mundo tão avesso, que eu não sei se conheço, ou nunca vi”, mas que começa a ser lido e compreendido por quem precisa apontar estratégias para um futuro próximo, “não sei se longe, ou bem aqui”. Ou, agora! Já que o segundo semestre se inicia e a ideia de um “pós-pandemia” é cada vez mais crível. Então, vamos analisar alguns dos pontos e tendências levantados por especialistas, observando quais e de que forma estes podem ser aplicados ou adaptados de forma exitosa para a nossa realidade.

Omnicalidade

Em poucas palavras, o sócio líder do segmento de varejo, clientes e mercados da KPMG para as regiões Norte e Nordeste, Paulo Ferezin, explica a imprescindibilidade do fenômeno que ganhou forma durante o período de pandemia, de acordo com uma extensa pesquisa realizada pela empresa.

“A pesquisa apontou que o consumo de artigos essenciais permanece em alta, enquanto o comércio digital surge como solução para a continuidade dos negócios. Nesse cenário, o e-commerce consolidou-se como resposta ao fechamento das lojas, sendo que muitos comerciantes incorporaram o canal digital em definitivo”, comenta Ferezin.

Ou seja, quem se manteve no mercado, teve que, de alguma forma, incorporar ou aprofundar-se no universo virtual. Por algum tempo, com restrições completas de convivência, esta foi a única saída e agora, com a integração cada vez mais estreita entre o digital e o físico, será impossível falar de varejo, até entre os lojistas dos malls, sem falar de omnicalidade.

E parar alcançar o topo da retomada, será preciso desenvolver as habilidades, ou cercar-se de colaboradores que as dispunham, para entregar um serviço completo e eficiente em todas as redes, partindo do PDV às plataformas virtuais.

Propósito

Em nossos últimos artigos, já ressaltamos a importância de significar ou ressignificar a atuação de seu empreendimento. As pessoas, apesar de dispostas a retomarem o consumo, estão cada vez mais criteriosas no que diz respeito às marcas e produtos nos quais confiam seus investimentos.

A quem atua no varejo, hoje, requer assumir uma identidade, valores, em busca de uma atuação autêntica – O público percebe isso. Não por nada, um dos memes mais famosos da atualidade, vindo de um vídeo viral entre jovens e adultos, confirma: “quem é de verdade sabe quem é de mentira”.

O consumidor tem desenvolvido mecanismos para identificar empreendimentos não sustentáveis, com pouco engajamento, ou com discursos incoerentes – que não entregam o que prometem. O momento é de transparência com a clientela e adoção de posturas que reafirmem o compromisso de loja e lojista com uma atuação ética.

Estratégia Lean

Uma certeza nessa retomada é que não haverá mais tempo a se perder. Esse é um dos grandes motivos da popularização dos conceitos Lean, que vem do que se conhece como “desdobramentos de estratégia”, do originário japonês “Hoshin Kanri”. Esses conceitos pregam “um processo de gestão que alinha – vertical e horizontalmente – as funções e as atividades de uma organização com seus objetivos estratégicos”, de acordo com o Léxico Elan. Tudo isso visando uma atuação dinâmica, eficiente e eficaz.

Alguns dos conceitos Lean que já tem sido aplicado em grandes varejistas do mundo todo são:


1 – Resolução imediata de problemas de qualidade e desperdício;

2 – Células de produção para agilizar o fluxo interno;

3 – Padronização e estabilização dos processos;

4 – Ativação do “sistema puxado”, no qual nenhum insumo é carregado sem que haja pedido do cliente;

5 – Nivelamento da produção;

No Japão, China e em países da Europa, essa e outras tendências disruptivas já estão sendo testadas e se mostram efetivas para reconduzir o público ao varejo. Vamos falar mais delas na segunda parte da nossa matéria. Continue ligado nos nossos conteúdos aqui no site.

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