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O varejo no segundo semestre e o pós-pandemia – PT.2

6 de julho de 2021

Os números…

Novamente, sempre eles! Quem leu a primeira parte de nossa análise das tendências do varejo para os próximos meses já viu que os números podem animar os lojistas, mas não somente, tão somente, são ligeiros a convida-los a encarar uma Aurora de novas realidades.

Números recentes, do último estudo da Alli iN, Social Mainer e Cortex. Dizem muito por si só, mas alguns dizem mais, ditam tendência. Sobre a Omnicalidade já falamos na nossa matéria anterior, mas sobre a “localidade”, são os números que falam para nós.

“… Origem Local…”

E tenho dito! Os consumidores estão cada vez mais ligados nas lojas enraizadas em seu círculo. Ou nas que dispõe daquilo que é produzido em seu círculo; seu Estado, cidade ou bairro, sobretudo. O sentimento de consumir o que é feito ou comercializado por quem ou pelo que se tem uma ligação, mesmo que indireta, bateu forte nesse contexto pandêmico.

É empatia que chama? Sim, mas também é mais. Sensações factíveis: praticidade, economia, identificação, garantia, segurança, dentre outras.

A gradativa volta das pessoas às ruas em maior quantidade tem provado esse aumento da predileção por empreendimentos que saibam, ao menos, conversar com seus públicos de forma regionalizada e que deem oportunidades para os produtos ou produtores locais. Parece simples, mas em um mercado global cada vez mais importador, é uma disrupção já tida como nova realidade em grandes centros do mundo como Paris, Tóquio e Melbourne, por exemplo.

Essa busca do “varejo por aproximação” também puxa e, de certa forma, é arrastada pela próxima tendência do mundo do consumo que mencionaremos aqui, também com base nos números, e que tem tudo a ver com a percepção do consumidor.

“… RECONHECIMENTO …”

“Quando os consumidores se sentem seguros, eles estão prontos para comprar. Se a Covid-19 nos ensinou algo, foi de que, juntos, podemos enfrentar qualquer desafio.”

A fala é de Mike George, presidente do Conselho de Administração da NRF, uma das maiores associações de varejo no mundo. Em sua afirmação “juntos, podemos enfrentar qualquer desafio”, o empresário não se refere apenas aos seus colegas de NRF, ou aos demais varejistas norte-americanos, nem somente aos colaboradores da Qurate Retail, empresa na qual é CEO. A estes, ele inclui aqueles sobre os quase falava antes: os consumidores.

Uma das coisas mais expressivas que vieram à tona nas dinâmicas do varejo nesse período de restrições do mercado, foi o justo incremento de valoração aos clientes que, pesar de quaisquer dificuldades ou limitações, se mantiveram fiéis em compras, seja no pdv (em pontos de coleta) ou em ferramentas virtuais, gerando receita e a possibilidade de subsistência aos lojistas.

Para esse fim, as plataformas online seguem sendo grandes aliadas. Através delas, é possível manter esse controle, identificar esses consumidores – geralmente assíduos nas páginas da empresa nas redes sociais – e brindá-los com o que os números demonstram ser o apelo dos consumidores neste momento: RECONHECIMENTO.

Vale salientar que não há uma estratégia irretorquível nesse quesito. Cada empreendimento pode adotar quaisquer das diferentes formas de explicitar para os seus consumidores a importância dessa relação de respeito e reciprocidade. Brindes? Descontos? Ofertas especiais? Avatares exclusivos nas redes sociais? Mensagens personalizadas? Todas as alternativas? Fica a cargo da disponibilidade de cada lojista em experimentar a potência do recall de um consumidor devidamente reconhecido e ansiando voltar à normalidade de suas compras, como já comentamos aqui em uma de nossas matérias sobre o “consumo de vingança”.

Em meio a esse cenário otimista supracitado, dois itens surgem como tendências a serem avaliadas no modus operandi de cada loja para o momento. Ambos também tem tudo a ver com os números, mais especificamente com as finanças dos varejistas.

Reestrutura de Capital

De acordo com uma recente pesquisa da KPMG analisando quatro possíveis padrões de retomada dos 40 principais setores da economia brasileira, a maior parte dos empreendimentos deverá passar por uma reestrutura de capital nos meses do pós pandemia.

Segundo o estudo, o foco deverá ser numa “revisão dos portfólios das lojas e das categorias e sortimento, mas preservando resultados de curto prazo e caixa”. Isso tudo voltado “à transformação dos negócios para a ‘nova realidade’”.

Essa nova realidade mencionada precisa pautada pela solidez financeira das lojas, com investimentos seguros e a devida preparação para todos os possíveis cenários do futuro. É por isso que a nossa próxima, e derradeira, tendência existe: proteger os números para que não oscilem drasticamente, de repente, e sejam motivo de derrocada.

Gestão de Riscos implementada em larga escala

Se você é lojista e, até o momento, não pensou em como será a gestão de riscos da sua empresa no pós-pandemia, então que essa notícia seja o seu sinal de alerta.

Um dos assuntos mais comentados durante o fechamento dos mercados, as restrições globais, foi justamente o resultado da falta de investimentos em gestão de riscos pela grande maioria dos empreendimentos – que, dos prejuízos, sofreram alguns notáveis e evitáveis, caso uma estratégia nesse segmento preexistisse.

A pesquisa da KMPG também conclui que “no momento, é de fundamental importância fortalecer ou implementar uma política de gestão de riscos que permita à companhia enfrentar cenários de crise antes vistos como impossíveis ou improváveis”.

Já é possível afirmar que nada é impossível. Apesar da hipérbole, é melhor acreditar que a afirmação seja verdadeira e preparar o seu empreendimento para tudo, entendendo que essa é, se não a mais inescapável, uma das mais importantes tendências para qualquer lojista neste pós-pandemia

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