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Depois da tempestade, vem a bonança: uma nova onda de vendas!

18 de junho de 2021

Consumo de Vingança

Hoje em dia, esse comportamento tem sido identificado em retrospectiva nas grandes crises e conflitos que assolaram a humanidade no decorrer da história. Pós Idade Média? Lá estavam as grandes navegações em busca das especiarias no além-mar. Pós conflitos pela independência de grandes nações, lá estava o boom da revolução industrial e a eclosão do consumo, por assim dizer. Pós grande depressão de 29 nos EUA, a consolidação da nação norte-americana como uma potência do mercado e das vendas. E assim um padrão tomou forma.

Mas, o que denominamos “Consumo de Vingança” só começou a ser intitulado como tal a partir da década de 80, momento em que especialistas estudaram o fenômeno do grande avanço na procura de produtos estrangeiros na China (vejam só!), justo em seguida dos turbulentos levantes de revolução cultural e sociopolítica no país.

A população que, por um duro intervalo de tempo, se privou de ir às compras com receio da então conjuntura nacional e dos rumos da economia no futuro próximo, viu-se mediante a uma mudança de perspectiva; um abrandamento dos pesares com o cessar dos conflitos em larga escala. O fenômeno gerou, ou reavivou, um fervor dos consumidores chineses que foram às ruas e, em menos de um ano, elevaram a movimentação do mercado de produtos vindos de fora do país em cerca de 170%, segundo dados do próprio Banco Popular da China (equivalente ao nosso Banco Central).

Está acontecendo de novo…

E é da terra atualmente comandada por Xi Jinping que, novamente, o paradigma do “Consumo de Vingança” se reacende e torna-se um exemplar do que vem acontecer a seguir em dezenas de países.

A pandemia de Covid-19, surgida em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, tão logo disseminada ao redor do mundo, mergulhou a sociedade – e o mercado global – numa espécie de recessão coletiva. O varejo se aproxima dos 18 meses tateando o solo rochoso em busca da retomada que, já se faz claro, só se torna realidade nos países onde as medidas de combate ao Coronavírus – sobretudo a vacinação – são efetivamente aplicadas.

A China encabeça as nações circunscritas neste último grupo, onde o efeito bonança pós-tempestade tem sido sentido, e se mostra, de forma surpreendente. Tem sentido? Tem! É o “Consumo de Vingança” acontecendo de novo e ao vivaço. Com o afrouxamento das medidas restritivas e o regresso a um estágio de “novo normal” quase tão normal quanto ao antigo, a população chinesa voltou às compras com tudo. O maior case é o da loja Hermès, localizada em Guangzhou, no sul do país, que faturou o aproximado a R$ 14 milhões no dia de sua reabertura. Fenômenos semelhantes aconteceram em lojas do Reino Unido, França e Estados Unidos, por exemplo.

Mesmo ainda distante de um estágio tão avançado de combate à Covid em comparação aos países supracitados, o Brasil já a apresenta os primeiros sintomas dessa nova onda de consumo a porvir. Em São Paulo, por exemplo, onde a vacinação já começa a atingir resultados expressivos, segundo um levantamento da Junta Comercial do Estado, entre março e abril já foi contabilizado um aumento médio de 12% das vendas das maiores redes varejistas.

Por sua vez, um levantamento da Konduto aponta que setores em específico, no país, já estão sentindo em brasa “na pele” o calor do consumidor saudoso das compras. As lojas de brinquedos, por exemplo, tem contabilizado demanda sete vezes maior do que nos meses antecedentes à pandemia, enquanto as de artigos esportivos se aproximam de uma alta de 187% em relação ao ano passado.

Entre razões e emoções, a saída é estar preparado para o novo boom de vendas!

O que motiva essa ânsia do consumidor em momentos como o que se aproxima de nós, o de pós-pandemia. Segundo Junior Borneli, CEO e Fundador da StartSe, é a semântica do “Consumo de Vingança” em sua literalidade: pura compensação.

“O que isso quer dizer? Que, depois de uma grande provação, as pessoas querem uma ‘recompensa’ por todo o sofrimento vivido. E isso materializa em consumo”, comenta o especialista em um artigo em seu Linkedin.

Os mais atentos em nossas notícias por aqui devem se lembrar de quando comentamos o quanto o consumo é muito mais uma ação do indivíduo mediante uma resposta da mente às emoções do que o inverso. Ou seja, a volta de “condições ideais de temperatura e pressão” para que o consumidor, para além do ambiente virtual, possa estar de volta ao ambiente do varejo, da loja, do PDV, vivendo o comércio e compartilhando do “ser social que compra e negocia” com seus semelhantes, é a verdadeira fricção das placas tectônicas para o aguardado tsunami de vendas que define a real retomada do varejo.

A pergunta é: você JÁ está preparado para quando essa realidade se tornar realidade para o seu empreendimento? Se a torcida de todos é para que a vacinação possa emplacar de vez e que a população seja, o quanto antes, imunizada de forma massiva, quando isto de fato acontecer, o que a sua loja terá a oferecer para o público – algumas pessoas que, inclusive, há mais de um ano não saem de suas casas – que voltará sedento por novidades, ofertas, promoções, artigos exclusivos, personalizáveis, enfim, de motivos para saírem realizados com uma boa compra?

Será que você e sua loja estão preparados para a nova onda de vendas? O “Consumo de Vingança” é um fato e se aproxima. É hora de atentar para essa realidade e traçar estratégias para adiantar o tempo perdido, quem sabe até alcançando-o com resultados inéditos e revigorantes.

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