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O EXCLUSIVO poder do PDV

15 de julho de 2021

Em nossas últimas notícias, avaliando as tendências para o varejo nos próximos meses, ratificamos que a Omnicalidade veio para ficar; a multicanalidade, integração entre as mais diversas formas através das quais os clientes podem acessar os produtos desejados – em apps, redes sociais, sites de compras, ou até mesmo nos PDV’s – segue se desenvolvendo a passos largos e em curto espaço de tempo.

Mas, também é importante observarmos por aqui que, segundo levantamento da Freshworks Inc., mais de 70% dos shoppers afirmaram que, apesar da facilidade e comodidade das compras online, com o arrefecimento da pandemia voltarão a frequentar com mais assiduidade os pontos de venda para decidirem sobre suas compras, de preferência, em contato direto com os objetos de desejo e seus interlocutores.

 Os PDV’s guardam consigo fundamentos próprios que lhe conferem uma espécie de poder exclusivo na prática do varejo e este – o do contato anterior e direto com as mercadorias e as pessoas envolvidas no funil de vendas – é um deles e dos mais preponderantes.

PDV como ressocialização

A clausura acometida pela pandemia de Covid-19 ainda mantém muitos dentro de casa, com o mínimo de contato com o mundo externo. Alguns apenas contando os dias e as horas para receberem a vacina e poderem, com mais segurança, frequentarem espaços públicos, como os malls e as lojas físicas.

Esse é um momento importante e a sua loja deve estar preparada para receber de volta este consumidor que, além de tudo, estará disposto a encarar o seu PDV como uma ferramenta com poder de socialização, ou melhor, ressocialização, após tanto tempo sem nenhuma dinâmica afim.     

Para isso, é fundamental que cada varejista faça o raio-x de seu empreendimento e reflita sobre como anda a comunicação da loja  – seja visual, dos ambientes, das peças gráficas, ou do contato dos colaboradores com os clientes. Quais são as práticas de abordagem, convencimento e conversão aplicadas. Será que estão atualizadas para o momento que estes consumidores estão passando, será que dialogam com a sensação de acolhimento que lhes soa como expectativa?

O que a loja anuncia, verbal ou não verbal, direta ou indiretamente, neste “coming back” do público é determinante para o prosseguimento de sua atuação como espaço físico.      

PDV como poder de decisão

Um estudo produzido pela Nilsen nos lança um dado que não poderia ser mais pragmático: 70% da decisão de compra é feita dentro do PDV. A informação reforça a discussão do ponto anterior – a importância do que se comunica no ponto de venda – mas também chama atenção quanto a necessidade de um alinhamento das práticas, como um todo, da loja física.

O mesmo estudo da renomada empresa norte-americana, também conclui: 25% das vendas são perdidas por práticas inadequadas no PDV. Lojista, isso é MUITO! São lacunas que você não pode permitir que existam em seu empreendimento, na compreensão do poder que a loja física tem de ATRAÇÃO e a real possibilidade de DISPERSÃO, caso algo ande fora dos trilhos.

Novamente, aproveite que o tempo é de balanço, transição para um novo momento em que se espera uma retomada do varejo, e então analise os procedimentos da sua loja, se há gargalos em quaisquer setores – atendimento, estoque, infraestrutura, comunicação, preços, caixa, dentre outros – que possam desmotivar o cliente à compra. Não deixe essa análise para depois.      

PDV como integração

Até há o varejo online, sem o PDV, mas quando ambos coexistem a perspectiva de sucesso partindo dessa integração e do alcance dos mais variados públicos – inclusive daqueles com menor acesso às plataformas digitais – é expressiva e animadora.

Esse é o pensamento dos comandantes de grandes redes de varejo que tem apostado nessa sintonia, e enxergado o PDV como um potencial HUB de vendas de todas as vias, como explica Daniel Roque, diretor de Canais e Expansão da Cacau Show.

“As lojas passam a ter um papel tático e também funcionam como hub que concentram vendas e entregas dos clientes que compram online. O grande ponto chave é que, com os diversos canais de venda, conseguimos disponibilizar diferentes formas do franqueado chegar ao consumidor final”, explica Roque.

Então, além de assumir a responsabilidade sobre quem vai às compras em busca de ressocialização, ou de um lugar para decidir o que ou se comprar, o PDV também tem o atual poder de fidelizar quem compra online e vai à loja retirar o seu pedido. Essas experiências precisam ser congruentes, ou o ponto físico deve somar novas e boas impressões ao cliente que comprou nas plataformas online. Um poder exclusivo do PDV, mostrando que, apesar de todas as mudanças e adaptações, os pontos físicos seguirão fortes e determinantes para o varejo.

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