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Contra dados não há argumentos: varejo cresce! Conheça os setores que aceleram a retomada

13 de agosto de 2021

Antes tarde do que nunca!

Dois meses depois do fim do primeiro semestre, a Mastercard SpendingPulse divulgou o seu tradicional estudo de mercado que mede as transações nas lojas físicas e on-line do país em todas as formas de pagamentos. E o resultado foi melhor que o esperado: crescimento de 25,5% nas vendas, em comparativo com o ano passado.

No início do ano, os indicadores mais otimistas sugeriam um crescimento de 20%, em média, nos primeiros seis meses. Contra esses dados, não há argumentos. O varejo vem em recuperação acelerada, sobretudo com o avanço da vacinação no país. Aqui, vamos analisar os principais setores que puxam essa retomada e o que podemos aprender com eles.

Vem da raiz

Longe, cerca de 475 anos antes de Cristo, e de Sócrates, Parmênides já marcaria seu gol de placa em forma sofisma: “Do nada, só o nada surge”. Pois é. Os resultados para além de positivos de certos setores do varejo não surgiram do nada. Vendas vindas, multiplicadas, por uma raiz firme e bem adubada: uma produção retesada e que, ao primeiro sinal de sobrevida do segmento, já estava pronta para ser retomada e invadir o mercado de forma instantânea.

Estamos falando, com maior especificidade, dos setores de Vestuário, Artigos Pessoais e o de Móveis e Eletrônicos que ocuparam o pódio do levantamento da Mastercard. O crescimento em vendas destes atingiu, respectivamente, 59%, 46% e 36%.

Seguindo à dianteira, o varejo de roupas é um case ambulante do que mencionamos anteriormente. Conforme a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção (Abit), a produção do segmento têxtil teve alta de 36,3% no acumulado entre janeiro a maio deste ano, em comparação com 2020, e a de vestuário, no mesmo intervalo, cresceu 36,6%.

Essa produção em massa, que, ainda segundo a Abit, surpreendeu cerca de 7 em cada 10 empresários do ramo, possibilitou aos lojistas um leque maior de alternativas, produtos e, consequentemente, estratégias para surpreender o consumidor de volta às compras – seja no online ou no PDV.

“Os ganhos de produtividade e competitividade do setor vêm sendo divididos com o consumidor, o que explica por que até o aumento dos preços dos insumos não é sentindo em igual intensidade na dinâmica do segmento”, explica Fernando Pimentel, presidente da Abit.

E agradecem os lojistas do varejo de roupas que seguem fazendo contas, otimistas conjecturando o que vem por aí neste segundo semestre. O que nos leva a voltar os olhos aos dois outros setores que despontaram na primeira banda de 2021.

Vem de sempre e vende mais!

Os lojistas de Artigos Pessoais, Móveis e Eletrônicos também viram suas vendas avançarem mais do que o esperado nos últimos meses. Mas, no caso destes, não é possível afirmar que um “crescimento inesperado” estivesse totalmente fora de seus radares. Explicamos.

O setor de Artigos Pessoais vive de se reinventar. Com a evolução dos tempos, os consumidores também demandam a evolução e diversificação dos produtos, para atender as mais diversas necessidades preexistentes e outras desconhecidas, criadas pelos próprios artigos lançados. Essas reinvenções costumam se dar de forma cíclica no setor e injetar novo gás nas vendas do ramo.

Curiosamente, foi isso que aconteceu no segmento nesta temporada em meio à pandemia. As pessoas, isoladas em suas casas, se viram ante a novas carências ou então se deram conta de algumas antes nunca trazidas à tona, seja pela pouca permanência em domicílio, em tempos habituais, sejam pelas transformações impressas pelo home office ou pela própria pandemia. Basta lembrar que as “máscaras”, de todos os tipos de proteção contra a Covid-19, estão categorizadas como artigos pessoais e foram os itens com o maior recorde de vendas em 2020 – no Brasil, segundo a Beafter, com um aumento de mais de 400% em relação às comercializadas em 2019.

Já o ramo dos Móveis e Eletrônicos é um dos únicos cujo crescimento, em crescimento, vem de sempre. Ou quase. O supracitado Home Office devido ao longo período de lockdown, por exemplo, foi responsável por um avanço implacável das vendas de tecnologia.

Segundo levantamento da Ebit/Nielsen, os produtos de informática chegaram a registrar 101% a mais de vendas no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. As empresas de Software também cresceram cerca de 169%. Esses movimentos impulsionaram ainda mais as vendas de móveis e, sobretudo, eletrônicos.

Agora, no momento em que todo o varejo volta a se recuperar, esses segmentos aproveitam para se fortalecer ainda mais, pondo para circular os seus excedentes e investindo em pesquisa, reestruturação e articulações de mercado (compras, vendas, fusões). A tendência é que sigam, por um bom tempo, como os setores protagonistas na ida dos consumidores aos PDV’s e nos acessos aos ecommerces.

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