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BLACK FRIDAY 2021: planejamento e estratégia para turbinar as vendas!

27 de julho de 2021

O tempo tem passado veloz, admitamos. Mesmo a minoria discordante há de convir que os quatro meses para a Black Friday, marcada este ano para o dia 26 de novembro, não são “nada”. Piscou, chegou. Então, o momento já deve ser de preparação e planejamento estratégico para a data que promete ser ainda mais decisiva para o varejo este ano, culminando no aguardado ápice de retomada do segmento, tanto no comércio presencial quanto na latente e inevitável ebulição do e-commerce.

O que esperar

No deserto de possibilidades do ano passado, ainda totalmente imersos nas agruras e limitações da pandemia, o oásis para o sucesso de vendas na BlackFriday ficou na conta do digital. Segundo levantamento da Neotrust/Compre&Confie, o faturamento da data ultrapassou os R$ 5,1 bilhões, valor 31% maior do que o registrado em 2019. A ocasião foi histórica para o e-commerce no país, que cresceu cerca de 25% em vendas no comparativo com o ano anterior.

“O volume de vendas na Black Friday em 2020 foi um marco para história do e-commerce brasileiro, tornando-se a data com maior volume de venda já registrado no País em todos os tempos. Em alguns períodos do dia, foram mais de 5 mil pedidos por minuto”, explica André Dias, fundador da Neotrust/Compre&Confie.

Para esse ano, a expectativa é que a – tão destacada aqui em nossas notícias – Omnicalidade entre e roube a cena, fortalecendo ainda mais as plataformas virtuais, mas soerguendo as lojas físicas tanto como hub de vendas, tanto como espaços que farão com que os clientes possam ter experiências singulares com os produtos.

Em tempo, essa criação de experiências dos consumidores com os produtos – tendo as lojas como elos de ligação e endereço final do funil de vendas – tem sido mais uma tendência apontada como fundamental para o estabelecimento de estratégias de conversão e fidelização, visando também a Black Friday desse ano. Para isso, as empresas tem optado em investir na capacitação de suas equipes, preparando-as para atuarem nesse novo cenário, tendo como metas a eficiência e um recall de qualidade, como desenvolve Anna Moreira Bianchi, CEO da NeoAssist.

“A expectativa é que a Black Friday deste ano siga as mesmas tendências de 2020, tendo o e-commerce como principal método para compras, mas crescendo em integração com as lojas físicas que estão voltando com força. Por isso, as empresas estão ajustando os pontos que ficaram a desejar na edição passada com o objetivo de fidelizar seus clientes, capacitando com cuidado toda a equipe, se preparando para os picos de vendas e oferecendo um atendimento eficiente durante todo o período, de olho também no pós, que acumulam chamados para solicitação de trocas, reclamações e acompanhamento dos pedidos”, afirma a especialista.

Não é (mais) só pelo preço baixo

Ainda trazendo à discussão as palavras de quem tem analisado intimamente o segmento, destacamos a interessante avaliação de Henrique Simões, head de Insights e Varejo da Globo.

“O brasileiro está mais preocupado com o planejamento da compra e consciente dos seus direitos, obrigando as marcas a reverem suas estratégias. Por isso, precisamos nos comunicar de forma diferente com esse consumidor”, defende Henrique.

O especialista continua, lançando luz na mudança de comportamento dos consumidores brasileiros. “Diferente dos anos anteriores, eles devem exigir mais praticidade e serão mais criteriosos quanto à experiência de compra. Serão priorizadas as marcas que se posicionam em causas como proteção ao meio ambiente e sociais”.

Ou seja, podemos afirmar que estamos vendo a ruína da hegemonia do “preço mais baixo” na decisão de compra dos consumidores, até quando o assunto é Black Friday.

Mas, importante: não que esse atributo seja atrativo menor ou dispensável, mas que essa comunicação já está ultrapassada ou, melhor, é relativizada por parte do público que dá preferência, atualmente, aos valores associados às marcas, lojas ou produtos, experiências geradas, causas suscitadas ou defendidas, por fim, a uma soma de fatores tangíveis e intangíveis que precisam estar no radar do planejamento estratégico de qualquer lojista que vise ser assertivo e efetivo na Black Friday vindoura.

Nessa mesma toada, faz-se mais do que necessário estudar o perfil dos consumidores mediante as condições do atual momento que leva à data mor do varejo no ano. Quais têm sido suas preferências, o que têm assistido, curtido nas redes sociais, compartilhado com os amigos, quais bandeiras têm defendido, como se comportam no estágio presente da pandemia e o que esperam num futuro próximo. Em nossa última notícia falamos sobre o gerenciamento de dados – o sistema de Data Driven – e como ele pode ser determinante para a construção de estratégias eficazes. Vale a pena refletir sobre e usar o poder das informações para adotar os melhores caminhos visando a Black Friday que…

Não é (mais) só por um dia

A carga de equipe e de infraestrutura dos negócios visando o megaevento de vendas tem se tornado tão complexa e ramificada que, em simultâneo, um único dia já se mostrou pouco para a execução de todo o planejamento preparado pelos lojistas. É por isso que, de alguns anos para cá, a maioria dos estabelecimentos tem investido em campanhas mais longas, com promoções variadas, intercaladas, e que podem durar o mês de novembro inteiro.

Chamada de “Black Month” ou “Black November”, dentre outras corruptelas do estrangeirismo, a estratégia encontra guarida entre o público consumidor porque tanto estabelece, desenvolve e reforça o sentimento de vontade, expectativa de compra no período, quanto fornece a munição ideal para aqueles experts em pesquisas, comparação de preços e ofertas visando a data específica.

Nem é preciso dizer também que o trabalho do marketing, no atual contexto, é ainda mais importante para comunicar, de forma criativa e impactante, o que está sendo e será oferecido pela loja. Essa é uma das atuações capazes de criar as tais experiências inovadores e atrativas para os consumidores, e o elixir da Omnicalidade já que, mesmo que para trazer os clientes às lojas é preciso impactá-los com uma presença forte – e criativa – nas redes.

Aos lojistas, além de tudo, cabe todo discernimento às promoções e ofertas trazidas à tona. Se num mês, ou num dia, não vale oferecer o impraticável, ferindo seu planejamento para o resto do ano, ou pior, sendo desleal com o seu consumidor. As expectativas são de que o tíquete médio das vendas seja menor do que o do ano passado, mas a margem do quantitativo seja maior. Então é momento de sentar, somar todos os fatores abordados e montar o plano de ação mais apropriado para aproveitar, com cautela e eficiência, o melhor potencial da Black Friday: o de turbinar as vendas!

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