Pandemia e varejo: uma cronologia
Sejamos francos. Se alguém, no início de 2019, defendesse uma teoria de que o mundo inteiro seria assolado por uma pandemia sem precedentes e que forçaria medidas restritivas e de isolamento social, além do uso permanente de máscaras em quaisquer ambientes, poucos lhe dariam os créditos que, um ano depois, se mostrariam mais do que apropriados.
O ano de 2020, com o alastramento da Covid-19, acabou criando involuntariamente uma espécie de “casca” para o varejo e os lojistas, que precisaram aprender a lidar com as agruras do novo momento, se reinventando a fórceps, mudando o curso dos trilhos com o trem embarcado e em alta velocidade. Mesmo assim, o segmento não descarrilhou.
A integração PDV/E-Commerce se fortaleceu, de latente se tornou patente, e as empresas reformularam seus modus operandi para evitarem prejuízos e alcançarem os milhões de consumidores que entraram no estado de estagnação social provocado pela pandemia.

Já 2021, que parecia surgir com incertezas certas – “a pandemia vai retroagir, mas como reagirá o mercado?” – agora se mostra, certamente, mais incerto do que a encomenda, pelo menos no cenário nacional. Isso porque a Covid-19 avança (de novo!), ou, no mínimo, retrocede minimamente, e atravanca a atividade dos lojistas no que tange a planejamentos visando o futuro, analise de cenários, atualização de metas, campanhas promocionais, contratações, dentre tantos outros fatores essenciais para que um empreendimento construa sua trajetória ascendente.
Um futuro pouco tangível
Se ainda não no ano passado, nem nos primeiros meses deste, quem atua no varejo precisa, para já, preparar-se para a caixinha de surpresas destes tempos recentes. E a discussão não se limita à possibilidade do segmento enfrentar novos lockdowns em todo o país, mas, justamente, aponta a direção de que o futuro é pouco tangível para todos que residem em solo tupiniquim – e você, como empreendimento, precisa estar pronto para tudo.
Nesse contexto, quem está usando a experiência de 2020 para se preparar para o desconhecido vindouro larga na frente. Segundo o presidente da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, por exemplo, o tempo foi professor e agora o que vier será sentido de forma mais discreta pela companhia.
“Não vou dizer que não sentiremos nada, é impossível, mas estamos muito mais bem preparados do que estávamos no segundo trimestre de 2020”
Comentou Fulcherberguer em entrevista à Folha de São Paulo
Para tal otimismo, ele conta com o case de sucesso de um investimento maciço em infraestrutura, com uma “logística mais funcional do que nunca”, segundo afirma, além do treinamento dos vendedores para que, caso necessário, possam voltar a atuar remotamente de forma semelhante a dos PDV’s. Um caminho que vale de inspiração e pode ser aplicado pelo maior número possível de lojistas.
“Na hora em que voltamos, voltamos com todos os protocolos de segurança, como seguimos até hoje, não aliviamos em absolutamente nada. Se tiver restrição, nosso time ficará em casa”
Concluiu o empresário.
O seu empreendimento está pronto para vender de forma remota, esta sendo a realidade imposta? Performa oferecendo os seus produtos de forma afetiva e assertiva, construindo experiências marcantes para seguir sendo importante ao seu consumidor, apesar dos pesares da pandemia? É hora (e era) de estar pronto para tudo, assegurando a subsistência da sua loja, sabendo que o futuro, ou o presente, na pior das hipóteses, pode ser uma mera repetição do passado recente e, preparado para tudo, você terá os mecanismos certos para enfrentá-lo.