Desde o fim da Pandemia de Covid 19, o varejo vem se recuperando e passando por períodos de instabilidade. Somado a isso, o país passou por diversos momentos que afetaram a economia: crise, mudança de governo, aumento no desemprego, etc. Esses fatores contribuem para a queda e para a estagnação do varejo brasileiro como um todo.
Primeiro trimestre em alta, mas semestre em queda
O primeiro trimestre do ano pareceu otimista para os empresários, tendo em vista que as pesquisas apontaram para um crescimento de 2,4%, segundo dados do IBGE. No entanto, quando se analisa o período completo de 6 meses, o resultado registra a queda de -0,1% em relação ao ano passado.
Segundo a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – os consumidores indicam maior intenção de compra, no entanto, o nível de endividamento e inadimplência elevado e o crédito caro e restrito limitam a capacidade de consumo, e esse fator foi significativo para o varejo.

Vendas no varejo online crescem 20%
Apesar da queda no varejo presencial, as vendas online cresceram em 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso se deve ao comportamento do consumidor, que vem mudando com a tecnologia.
Muitos clientes têm preferido comprar online a sair de casa. Outra modalidade que vem ganhando força é a compra online com retirada na loja física, com crescimento de 37%. Os dados são da Linx, empresa do grupo StoneCo. e especialista em tecnologia para o varejo.
Esse crescimento ressalta a importância de os varejistas se manterem ativos também na internet, com sites e perfis em redes sociais. Ainda segundo a pesquisa, as lojas que investem no meio digital foram as que tiveram melhores resultados.
Previsões
Infelizmente, não é esperado que o varejo volte a crescer até o final do ano. Olhando pelo lado positivo, a expectativa é que o ritmo se mantenha o mesmo, sem mais quedas em relação ao ano passado.